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Igreja Católica Apostólica Romana, Una e Santa. Sua vida é missão.

sábado, 12 de março de 2011

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA QUARESMA DE 2011

«Sepultados com Ele no batismo,
foi também com Ele que ressuscitastes» (cf. Cl 2, 12)
Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).
O  BATISMONOS NOS DÁ VIDA EM CRSTO: 
Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Batismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Baptismo doSenhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste banho. O fato que na maioria dos casos o Batismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.
A RESSURREIÇÃO É A META.
O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 1011). O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.
BATISMO É LIGADO A QUARESMA.
Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De fato, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Batismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Batismo como um acto decisivo para toda a sua existência. 
CAMINHO RUMO À PASCOA.
 Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele. O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra.
JESUS VENCE AS TENTAÇÕES.
O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Ef 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
A LÓRIA DE CRISTO DIANTE DOS NOSSOS OLHOS.
O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça deDeus:  «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.
DÁ-ME DE BEBR.
O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.  O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».
JESUS É A RESSUREIÇÃO E A VIDA.
Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança. O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal,
particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos.
EM CRISTO DEUS, REVELOU-SE COMO AMOR.
O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12).
A QUARESMA EDUCA PARA VIVER.
Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).
No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.
Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciamos no dia do Batismo.
A oração permite nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de fato, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.
NA QUARESMA SOMOS CONVIDADOS A CONTEMPLAR O MISTÉRIO DA CRUZ.
Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo.O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.
 Mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.
Ed:
Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará-Pará
Rodovia Transamazônico Km 180
Prelazia do Xingu
No Coração da Amazônia

terça-feira, 8 de março de 2011

BEM AVENTURADA A MULHER

Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana. Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro.
Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida. Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou desvirtuada. Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano. Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida.
Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.
Autor descoenhcido
Ed: Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará-Pará
Prelazia do Xingu

segunda-feira, 7 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER, 8 DE MARÇO

O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem o 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com brutal violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Outro fato importante na história de luta das mulheres são as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz". Por melhores condições de vida, trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. 
8 DE MARÇO
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia acabar, com o preconceito e a desvalorização da mulher.  Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras. Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo. Ao longo dos anos, muitas têm sido as vitórias das mulheres. Conquistaram direitos como o de freqüentar escolas, votar e se candidatar a cargos políticos, praticar esportes e representar o país em competições esportivas, entre outros. Também foram criadas delegacias de proteção à mulher e campanhas direcionadas à saúde da mulher (como a sobre o câncer de mama).
Hoje o Brasil tem mais mulheres que homens. Elas ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho. E, para se ter uma idéia, já são responsáveis por 24,9% dos domicílios brasileiros.
Ed:
Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará-pará
Prelazia do Xingu
Transamazônica
No Coração da Amazônia.
BEM AVENTURADAS SÃO AS MULHRES, PORQUE GERAM  VIDA.

domingo, 6 de março de 2011

NOSSA FÉ É VISTA PELAS NOSSAS PRÁTICAS E AÇÕES


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor entrará no reino dos céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? Então eu lhe direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve esta minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa! Mateus 7, 21-27
Comentário.
Estamos encerrando o primeiro ciclo do Tempo Comum e nos preparando para Tempo Quaresmal. Nas semanas anteriores fomos de diversas maneiras, exortados a viver de acordo com as orientações do projeto de Jesus. Já no Batismo de Jesus, a Palavra de Deus vem nos orientando para que façamos, conscientemente, a verdadeira opção pelo seguimento a Jesus e ao Reino por Ele inaugurado. Observem que, na festa do Batismo, Jesus assumiu a missão recebida do Pai. Missão que Ele próprio nos revela e que também nos é atribuída; Se seguida João Batista proclama com seu testemunho que Jesus é o Filho de Deus, e que sobre Ele repousou o Espírito Santo do Pai e, assim, devemos afirma que Ele é aquele que era esperado: o Emanuel; (Deus está conosco). Após o testemunho de João Batista Jesus nos é apresentado como a luz da humanidade e, como Ele é a Palavra iluminadora de Deus, apresentada a nós, fez de nós Luz para iluminar as trevas de nossas comunidades.
No cominho do projeto do Pai, Jesus nos chamou de Bem Aventurados e de filhos e filhas de Deus; em seguindo fomos convocados pelo Mestre a sermos Sal e Luz para o mundo e nos tornar verdadeiros agentes de transformação da realidade que nos cerca; e também fomos convidados a fazer uma escolha entre a vida e a morte. Aprendemos a viver novas formas de nos relacionar com os outros e de colaborar para a concretização do Reino de Deus. Embora vivamos numa realidade marca pela vingança e violência, a Palavra de Deus, durante este período do Tempo Comum, nos ensinou o que devemos fazer para amar a todos de igual modo. E mesmo diante das facilidades que o mundo nos oferece, não devemos nos entregar às preocupações passageiras, mas sim, buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça. Para finalizar o primeiro período deste tempo, Deus propõem vida e infinitas bênçãos para todos os que seguem e escutarmos Jesus, Nesse sentido, devemos vivenciar o cristianismo não como obrigação, mas como dom e gratuidade especial de Deus para conosco. Assim, somos chamados a fazer a opção pela bênção e pela vida, cumprindo a vontade de Deus. Deste modo, Jesus nos mostra que não basta dizer que temos fé. Não! A nossa experiência de fé deve ser traduzido em ações práticas e concretas no cotidiano de nossas vidas. Nossa fé deve nos conduzir a construir nossas vidas sobre o alicerce sólido da Palavra de Deus. Movidos pela fé, alimentada pela graça de Deus poderemos, com certeza, chamar a Deus de “Senhor”.
Fote:
Biblia Sagrada
Teologia Fé e Vida
Ed:
Padre. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará- Pará
Prelazia do Xingu-Transamazônica Km 180
No Coração da Amazonia
Nossa fé deve nos conduzir a construir nossas vidas sobre o alicerce sólido da Palavra de Deus.

sábado, 5 de março de 2011

DEUS OUVE O GRITO DO SERVO SOFREDOR

 Do mestre de canto. Sobre «A corça da manhã». Salmo. De Davi. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? Apesar de meus gritos, minha prece não te alcança! De dia eu grito, meu Deus, e não me respondes. Grito de noite, e não fazes caso de mim!  E tu habitas no santuário, onde Israel te louva! Nossos antepassados confiavam em ti; confiavam, e tu os salvavas; gritavam a ti, e ficavam livres, confiavam em ti, e não se desapontaram.  Quanto a mim, eu sou verme, e não homem, riso dos homens e desprezo do povo. Todos os que me vêem zombam de mim, abrem a boca e balançam a cabeça:  «Ele recorreu a Javé... Pois que Javé o salve! Que o liberte, se é que o ama de fato!»  És tu quem me tirou do ventre e me confiou aos peitos da minha mãe. Fui entregue a ti desde o nascimento, desde o ventre materno tu és o meu Deus. Não fiques longe de mim, que a angústia está perto, e não há ninguém para me socorrer. Cercam-me touros numerosos, touros fortes de Basã me rodeiam.  Contra mim escancaram a boca os leões que dilaceram e rugem. Estou como água derramada, e meus ossos todos se desconjuntam. Meu coração está como cera, derretendo-se dentro de mim.  Minha força secou como argila, e minha língua colou-se ao maxilar. Tu me colocas na poeira da morte. Cães numerosos me rodeiam, e um bando de malfeitores me envolve, furando minhas mãos e meus pés. Posso contar todos os meus ossos.As pessoas me observam e me encaram, entre si repartem minhas vestes, e sorteiam a minha túnica. Tu, porém, Javé, não fiques longe! Força minha, vem socorrer-me depressa! Salva meu pescoço da espada, e a minha pessoa, das patas do cão! Arranca-me da goela do leão, faze-me triunfar dos chifres do búfalo! Vou contar tua fama aos meus irmãos, vou louvar-te no meio da assembléia: «Vocês que temem a Javé, louvem a Javé! Glorifique-o, descendência toda de Jacó! Tema-o, descendência toda de Israel!» Sim, porque ele não desprezou, não desdenhou a desgraça do pobre, nem lhe ocultou a sua face: quando gritou por socorro, ele oescutou. De ti vem o meu louvor na grande assembléia. Cumprirei meus votos na presença dos que o temem. Os pobres comerão e ficarão saciados, louvarão a Javé aqueles que o buscam: «Que o coração de vocês viva para sempre!» Todos os confins da terra se lembrarão, e voltarão para Javé. Todas as famílias das nações se prostrarão na presença dele. Pois a realeza pertence a Javé, é ele quem governa as nações.  Diante dele se prostrarão as cinzas da tumba, diante dele se curvarão os que descem ao pó.  Javé me fará viver para ele, minha descendência o servirá, falará do Senhor para a geração futura, contará a justiça dele ao povo que vai nascer: tudo o que o Senhor realizou! (Salmo 22 (21))  
Ed.
Padre Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará- Pará
Transamazônica Km 180
Prelazia do Xingu
No Coração da Amazonia

TUDO TEM SEU TEMPO

 Debaixo do céu há momento para tudo, e tempo certo para cada coisa: Tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para arrancar a planta.  Tempo para matar e tempo para curar. Tempo para destruir e tempo para construir. Tempo para chorar e tempo para rir. Tempo para gemer e tempo para bailar. Tempo para atirar pedras e tempo para recolher pedras. Tempo para abraçar e tempo para se separar. Tempo para procurar e tempo para perder. Tempo para guardar e tempo para jogar fora.  Tempo para rasgar e tempo para costurar. Tempo para calar e tempo para falar.  Tempo para amar e tempo para odiar. Tempo para a guerra e tempo para a paz. ( Ecleseates 3, 1- 8)
Ed.
Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará-Pará
Prelazia do Xingu

sexta-feira, 4 de março de 2011

XOTE ECOLÓGICO

Não posso respirar, não posso mais nadar. A terra está morrendo, não dá mais pra plantar. Se planta não nasce se nasce não dá. Até pinga da boa é difícil de encontrar. Cadê a flor que estava aqui? Poluição comeu. E o peixe que é do mar? Poluição comeu.
E o verde onde que está ? Poluição comeu.
Nem o Chico Mendes sobreviveu.
(Música de Luiz gonzaga)
Ed.
Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará-Pará
Prelazia do Xingu.

SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO.

«Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal perde o gosto, com que poderemos salgá-lo? Não serve para mais nada; serve só para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também: que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu.(MATEUS 5, 13 - 16)
Os discípulos de Jesus devem estar conscientes de que se acham unidos com todos aqueles que anseiam por um mundo novo. Eles não podem se subtrair a essa missão, mas precisam dar testemunho através de suas obras. Não se comprometer com isso é deixar de ser discípulo do Reino. Através do testemunho visível dos discípulos é que os homens podem descobrir a presença e a ação do Deus invisível.  
O sal e a luz.
O valor primário do sal, naqueles tempos, não era temperar, mas preservar (como se faz com o charque, hoje). Os seguidores de Jesus devem ser obstáculo à corrupção do mundo. Devem viver de maneira que sinalizem aos demais a presença de Cristo em suas vidas. Devem viver os valores do reino. Nossa presença no mundo é uma bênção que o mundo, infelizmente, não reconhece! Devemos ser um freio à maldade, à corrupção, à presença do maligno nesta sociedade (1Jo 5.19).
 Precisamos ter isto em mente. Devemos testemunhar com o caráter, com boas obras, com uma vida reta. Isto é de extrema importância para o mundo. É possível viver uma vida reta diante de Deus! Temos que mostrar isto com nossa conduta.Assim como devemos salgar, devemos brilhar. A luz ilumina o mundo. Ela é completamente distinta das trevas. A menor partícula de luz num cômodo escuro é notada e faz diferença. Disse Ryle: “Dentre todas as coisas criadas, a luz é a mais útil. A luz fertiliza o solo. A luz guia. A luz reanima. A luz foi a primeira coisa que Deus trouxe à existência. Sem a luz, este mundo seria um vazio obscuro”. Compreendemos com esta metáfora o que Jesus espera de nós?
E lembremos algo: Jesus é luz (Jo 1.4, 9 e 8.12). Deus Pai é luz (1Jo 1.5). Quando Jesus diz que somos luz, está dizendo que devemos ter sua natureza moral e a do Pai. Este é nosso grande desafio! Ser como o Pai e o Filho, e não como o mundo!


Pe. Jeová de Jesus Morais.
Pároco de Uruará-Pará
Prelazia do Xingu
No Coração da Amazonia

quinta-feira, 3 de março de 2011

NÃO PODE SERVIR A DOIS SENHORES

 Ninguém pode servir a dois senhores, pois ou odiará um e amará o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro. (Mateus 6, 24ss)
Apenas um breve comentário! Neste Evangelho vemos que o amor de Deus por nós se revela na vida de Jesus, que foi uma vida de amor e serviço aos pequeninos, empobrecidos e excluídos de seu tempo e, ainda o é, em nosso tempo. A prática de Jesus nos alerta: Quem serve ao dinheiro ama o dinheiro, e a ambição o torna cego e insensível ao próximo e a Deus. Servir a Deus é assumir o seu projeto de comunhão no amor, de misericórdia e reconciliação, de solidariedade, partilha e vida, vida em abundância. Jesus nos faz a advertência sobre a incompatibilidade entre o servir a Deus e o servir ao dinheiro, particularmente quando nos empenhamos na busca de segurança num modelo e estilo de vida cujos alicerces repousam na acumulação do dinheiro e no desrespeito a vida e a dignidade da pessoa. Toda nossa segurança e esperança devem ser depositadas na fonte da vida que é Deus. O Papa nos adverte: “a idolatria dos bens afasta dos outros e torna o homem infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus que é a única fonte de vida” (Mensagem para a Quaresma).
Quem assim atua, é censurado por Jesus, como «pessoa de pouca fé» (Mt.8,26;14,31;8,17-20). Pelo contrário, quem se abandona confiadamente ao Pai celeste, não se inquieta, nem se preocupa, porque está seguro de que o Pai o ama e sabe bem quais são as necessidades dos seus filhos.
Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará-pará
Prelazia do Xingu

quarta-feira, 2 de março de 2011

O MITO DA CAVERNA

Uma grande caverna no solo, cujo único contato com a parte de fora , com o mundo, é uma estreita fenda que permite a tênue réstia de luz entrar. Dentro estão seres humanos acorrentados, sentados de costas para a entrada da caverna , sem poder se mexer e de frente para um paredão que é o fundo da caverna. Não podem ver a realidade, o que acontece no mundo. Vivem assim desde o nascimento e por muitas gerações. A pouca luminosidade proporciona no paredão apenas o aparecimento das sombras, de tudo que acontece no exterior. Os prisioneiros tem uma visão dos seres humanos andando e conversando, dos animais, dos artefatos variados, apenas nas imagens refletidas. Mas certo dia um prisioneiro movido pela curiosidade, resolve fugir e consegue fabricar um objeto que quebra suas correntes, e sai da caverna pela pequena passagem. Seu primeiro contato com o exterior é de total cegueira pela luz do sol, pois seus olhos só conhecem a escuridão e aos poucos se acostumam. È um momento de encantamento e descobertas, nota que tudo que via antes eram apenas sombras , nada era real. Resolve que só volta para a caverna obrigado e vai contar toda a verdade para os que ficaram levando todos à liberdade. Foi difícil sair de lá, mas , será muito mais voltar . Terá que se acostumar novamente com as trevas e é muito mais fácil se acostumar com a luz. Sem opção , foi preciso voltar. Não consegue mais se comportar como antes, é desajeitado. Conta toda a verdade aos amigos que não acreditam nele e corre o risco até de ser morto por eles. Para Platão, grande filósofo é assim que se processa o conhecimento em cada ser humano. Portanto, todos somos prisioneiros dos preconceitos, da falta de opinião, da falta dos sentidos, do medo, da acomodação,....... Um dia os grilhões são partidos, escapa, é um filósofo, seu esforço para sair é igual a uma faísca de conhecimento verdadeiro. È a libertação mental, a busca da verdade e dos conhecimentos. Quando volta para a caverna é para ensinar aos que ficaram, como sair dela, como procurar as coisas do mundo. Os olhos podem ver e alma vai conhecer. Ao sair de lá, o destino é a LUZ, ao pensar o destino são as IDÉIAS. Esta é a grande importância da procura do saber, da procura da verdade, da essência da vida humana. Deixar as TREVAS para encontrar a LUZ. Deixar a IGNORÃNCIA para encontrar o CONHECIMENTO. O mito da caverna é uma das famosas parábolas escritas por Platão. A idéia consiste em pessoas que vivem numa caverna e acreditam que o mundo real é aquilo que aparece na parede: sombras formadas pela luz que entra pela única fresta existente. As pessoas lutam contra qualquer um que diga o contrário. (Platão:  Platão – . foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, Atenas, 348/347 a.C)
Ed:
Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará-Pará
Prelazia do Xingu
No Coração da Amazônia