Quem sou eu

Minha foto
Uruará, Pará, Brazil
Igreja Católica Apostólica Romana, Una e Santa. Sua vida é missão.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

AMAI VOS UNS AOS OUTROS

Meus filhos, não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade. Deste modo saberemos que somos da verdade e tranquilizaremos o nosso coração diante de Deus; porque, se o nosso coração nos acusar, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas. Caríssimos, se o coração não nos acusa, tenhamos confiança diante de Deus e receberemos d’Ele tudo o que Lhe pedirmos, porque cumprimos os seus mandamentos e fazemos o que Lhe é agradável. É este o seu mandamento: acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou. Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele.E
sabemos que permanece em nós pelo Espírito que nos concedeu.(1 São João 3, 18-24)
 A ideia central é a de uma absoluta confiança em Deus, consequência da nossa filiação divina de que fala o texto de 1 Jo 3, 1-3. É assim que, embora a consciência nos possa acusar de pecado, o cristão nunca tem motivo para deixar abalar a sua confiança em Deus, pois o amor de Deus é maior, isto é, supera toda a miséria humana; e, mesmo que não tivéssemos consciência de ter pecado, Ele, que «conhece todas as coisas», não deixaria de nos perdoar. «Este é o seu mandamento: acreditar… em Jesus Cristo e amar-nos uns aos outros». A expressão aparece aqui como uma fórmula ou uma síntese da essência do cristianismo, a saber, a fé em Jesus Cristo e o amor fraterno. «Quem ama a Deus, ame também o seu irmão». 1 Jo 4, 21:
Ed: Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará

terça-feira, 1 de maio de 2012

SALMO 51

Tem piedade de mim, ó Deus, por teu amor! Por tua grande compaixão, apaga a minha culpa! Lava-me da minha injustiça e purifica-me do meu pecado! Porque eu reconheço a minha culpa, e o meu pecado está sempre na minha frente; pequei contra ti, somente contra ti, praticando o que é mau aos teus olhos. Tu és justo, portanto, ao falar, e, no julgamento, serás o inocente. Eis que eu nasci na culpa, e minha mãe já me concebeu pecador. Tu amas o coração sincero, e, no íntimo, me ensinas a sabedoria. Purifica-me com o hissopo, e eu ficarei puro. Lava-me, e eu ficarei mais branco do que a neve. Faze-me ouvir o júbilo e a alegria, e que se alegrem os ossos que esmagaste. Esconde dos meus pecados a tua face, e apaga toda a minha culpa. Ó Deus, cria em mim um coração puro, e renova no meu peito um espírito firme. Não me rejeites para longe da tua face, não retires de mim teu santo espírito. Devolve-me o júbilo da tua salvação, e que um espírito generoso me sustente. Vou ensinar teus caminhos aos culpados, e os pecadores voltarão para ti. Livra-me do sangue, ó Deus, ó Deus, meu salvador! E a minha língua cantará a tua justiça. Senhor, abre os meus lábios, e minha boca anunciará o teu louvor. Pois tu não queres sacrifício, e nenhum holocausto te agrada. Meu sacrifício é um espírito contrito. Um coração contrito e esmagado tu não o desprezas. Favorece a Sião, por tua bondade, reconstrói as muralhas de Jerusalém. Então aceitarás os sacrifícios rituais, ofertas totais e holocaustos, e no teu altar se imolarão novilhos.
Ed: Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O QUE SOMOS SEM JESUS?

Um jumentinho voltando para sua casa todo contente, fala para
sua mãe:
- Fui a uma cidade e quando lá cheguei fui aplaudido, a multidão gritava alegre, estendia seus mantos pelo chão... Todos estavam contentes com minha presença.
Sua mãe questionou se ele estava só e o burrinho disse:
-Não, estava levando um homem com o nome de Jesus.
Então sua mãe falou:
-Filho, volte a essa cidade, mas agora sozinho.
Então o burrinho respondeu:
- Quando eu tiver uma oportunidade, voltarei lá...
Quando retornou a essa cidade sozinho, todos que passavam por ele fizeram o inverso, maltratavam, xingavam e até mesmo batiam nele.
Voltando para sua casa, disse para sua mãe:
- Estou triste, pois nada aconteceu comigo. Nem palmas, nem mantos, nem honra... Só apanhei, fui xingado e maltratado. Eles não me reconheceram mamãe...
Indignado o burrinho disse a sua mãe:
- Porque isso aconteceu comigo?
Sua mãe respondeu:
- Meu filho querido, você sem JESUS é só um jumento...
SEM JESUS EM NOSSA VIDA SOMOS SOMENTE UM JUMENTINHO.
Autor: desconhecido
Ed: Pe. Jeová de Jesus Morais

terça-feira, 10 de abril de 2012

A VIDA TRIUNFA SOBRE A MORTE!

O túmulo aberto é símbolo do triunfo da vida
sobre a morte.
A ausência do corpo de Cristo, portanto, não pode ser sinal nem critério da ressurreição. Não podemos basear a nossa fé em um sepulcro vazio. Porém o simbolismo está no túmulo aberto (vida) e no túmulo fechado (morte). 
Qual o comportamento das mulheres? O que fazem? Observam de longe e vêem quando rolam a pedra para fechar o túmulo, feito por vários homens. Voltando para o lugar da sepultura se perguntam: “Quem rolará a pedra da entrada do túmulo para nós?” (Mc 16, 3). Elas se voltam para o passado e no passado tem um morto.
Podemos procurar Jesus voltando-nos para o passado? O itinerário não é aquele de procurá-lo entre os mortos, mas de encontrá-lo entre os vivos, no momento presente, agora. 
É o anjo de Deus que tira a preocupação das mulheres: “quem rolará a pedra?” Perguntam elas. Deus sempre providencia os seus anjos... Dentro do túmulo, as mulheres vêem um anjo à direita (vida), vestido de branco (pertence ao céu). O branco é a cor da vitória. A mensagem do anjo é no presente: “Ressuscitou, não está aqui” (Mc 16, 6). 
 E as mulheres? As mulheres perguntam: Onde podemos encontrar Jesus? “Ele vos precede na Galiléia. Lá o vereis” (Mc 7). A Galiléia é o lugar da vida, do encontro com Jesus. A presença do anjo no túmulo reforça o que as Escrituras falam: “Ressuscitou”!
O que fazem as três mulheres? Tornam-se anunciadoras, missionárias do Ressuscitado. Por que três (número perfeito)? Para que acreditassem. Anunciaram aos apóstolos, mas eles não acreditaram. Para acreditar é preciso uma iluminação superior: “Ele se manifestou aos onze, quando estavam à mesa e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não haviam dado crédito aos que o tinham visto ressuscitado” (Mc 16, 14).
Pelo Sim de uma mulher, Maria, Deus inicia sua maravilhosa obra salvífica, enviando o seu Filho. Foi também através de uma mulher, outra Maria, a Madalena, que se inicia o anúncio pascal que atravessará os séculos e milênios. "É verdade! O Senhor ressuscitou!" (Lc 24,34). O primeiro anúncio "Ressuscitou!" coube às mulheres (Lc 24,1-10). Ou melhor, o segundo anuncio, porque o primeiro foi do Anjo.
No dia da Ascensão, Jesus, ao despedir-se de seus discípulos e discípulas, dirige-lhes uma última mensagem: "O Espírito Santo descerá sobre vós e dele recebereis força. Sereis, então, minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra“ (At 1,8).
Também nós, nesta páscoa do Senhor, somos convidados a procurá-lo entre os vivos e nos tornarmos anunciadores da Ressurreição, da vida. Nós não somos a Igreja do sepulcro vazio, mas do sepulcro aberto, que irradia a luz da ressurreição iluminando a vida e o coração do cristão, a sua fé, a sua esperança e caridade.  
Devemos, sim, olhar, qual tipo de pedra está fechando o sepulcro, impedindo que a vida cristã se torne cada vez mais bonita e apaixonante, cada vez mais transparente e coerente, cada vez mais sólida e iluminada. Certo é que ainda hoje precisamos que o anjo nos diga: “Estais procurando Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou!” (Mc 16). Que a explosão do sepulcro, na noite da ressurreição, quebre em nós todas as pedras que impedem que a vida brote em plenitude e abundância. ( Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância: diz o Senhor! Jo. 10, 10).
A celebração do Páscoa nos chama, portanto, a uma permanente mudança de vida. Leva-nos a refletir nos compromissos que devemos assumir com Cristo. A conversão não se realiza sem oração, caridade, perdão… Tudo deve ser fundamentado na Ressurreição de Jesus e na força do Espírito Santo. Quando vivemos a Páscoa, ela nos impulsiona a uma contínua conversão, que vem pela oração, a fim de que possamos chegar à estatura de Cristo, o Homem perfeito (Ef 4,13). Jesus Cristo é o vencedor da morte. Ele rompeu as barreiras do tempo e do espaço. Ele é o convite à nossa ressurreição. Deus novamente liberta cada pessoa ao celebrar a “Noite do Páscoa”.
Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará

segunda-feira, 9 de abril de 2012

HOMILIA DE PÁSCOA - DE SÃO JOÃO CRISÓSTOMO

Quem tiver piedade e amor a Deus, regozije-se nesta gloriosa e brilhante festa. Quem for servo bom, entre e alegre-se no gozo de seu Senhor. Quem suportou a fadiga do jejum, receba agora a recompensa; quem trabalhou desde a primeira hora, receba hoje o seu justo salário. Quem veio após a terceira hora, festeje com gratidão. Quem chegou após a sexta hora, entre sem hesitar, porque não será renegado. Quem atrasou-se até a nona hora, venha sem receio e sem medo.
Quem chegou somente na décima primeira hora, não tenha medo por causa de sua demora, porque o Senhor é generoso. Acolhe o ultimo como o primeiro; remunera o operário da décima primeira hora como o da primeira; cobre um com sua misecórdia e outro com sua graça. É generoso com um e ao outro concede; aceita as obras e abençoa a intenção, recompensa o trabalho e louva a boa vontade.
Entrai pois todos no gozo de nosso Senhor. Primeiros e últimos recebei a recompensa; ricos e pobres, alegrai-vos juntos; justos e pecadores, honrai este dia; os que jejuaram e os que não jejuaram, regozijai-vos uns com os outros; a mesa é farta; saciai-vos á vontade; o vitelo é gordo, que ninguém se retire com fome; participem todos do banquete da fé, que todos recebam a riqueza da graça; que ninguém se constranja da pobreza, porque o reino universal foi proclamado; que ninguém chore por causa de seus pecados, porque o perdão jorrou do tumulo. Que ninguém tema a morte, porque a morte do Salvador nos libertou a todos.
O salvador destruiu a morte, quando a ela se submeteu; despojou o inferno quando nele desceu. O inferno tocou seu corpo e foi aniquilado. Foi isto que profetizou Isaías, exclamando: o inferno ficou aflito ao encontrar-te; aflito, pois foi arruinado; aflito e menosprezado; foi executado e menosprezado; aflito pois foi subjugado. Agarrou um corpo e encontrou um Deus; apossou-se da terra e achou-se diante do céu. Pegou o que viu, e caiu naquilo que não viu. Onde está o teu estímulo, ó morte?! Onde está a tua vitória, ó inferno? Cristo ressuscitou e foste arrasada; Cristo ressuscitou, e os demônios foram vencidos; Cristo ressuscitou e os anjos rejubilam-se; Cristo ressuscitou e a vida foi restituída; Cristo ressuscitou e não ficou mais nenhum morto no tumulo, porque Cristo pela sua ressurreição dos mortos tornou-se primaz dentre os mortos. A ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Cristo ressuscitou! Amem.
Ed: Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará

sexta-feira, 6 de abril de 2012

PROCISSÃO E HOMILIA DE SEXTA-FEIRA SANTA

Quando tomou o vinagre, Jesus disse: “Está consumado!”. E, inclinando a cabeça entregou o espírito (Jo 19,30).
O quarto Evangelho começa a narração da Última Ceia de Jesus com seus discípulos com as palavras: "Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (Jo 13,1.
Em sua agonia no horto das Oliveiras na extrema angústia que chegou a transformar o suor em "densas gotas de sangue que caíam por terra" (Lc 22,43), e nessa agonia, Jesus ainda pede: “Pai afasta de mim esse cálice.” Mas ao mesmo tempo afirma sua fidelidade "até o fim": "Não a minha vontade, mas a tua seja feita! Ó Pai" (Lc 22,42). "Até o fim" não se refere apenas ao término cronológico da missão do Filho de Deus nesta terra, mas a sua inabalável determinação de cumprir com a vontade do Pai, numa obediência "até ao extremo", "até as últimas consequências", "até a morte e morte na cruz" (Fl 2,8).
Mas o amor obediente e fiel ao Pai com todo o coração, com toda a alma, com toda a força (cf. Dt 6,5) se complementa pelo amor, também "até ao extremo" aos "seus que estavam no mundo". Assumiu serviço de escravo ao cingir-se com um avental e lavar os pés aos seus discípulos, como vimos ontem. Mas também, exige deles que façam o mesmo. "Se, portanto, eu, o Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns aos outros" (Jo 13,14) e mais adiante explicita essa exigência:
"Dou-vos um mandamento novo; que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos uns aos outros."
(Jo 13,34; cf. Jo 15,12).
Ao derramar seu sangue doou-se a si mesmo totalmente, deu sua vida "até o fim". Com o "Está consumado!" prega o amor incondicional: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos" (Jo 15,13).
Vamos nos levantar da mesa da ceia e juntos com o Senhor atravessar o Cedron e entrar no jardim das oliveiras.
É de noite, mas brilha a LUZ. Bem é verdade que já não estamos todos. Judas perdeu-se na NOITE, NAS TRVAS DA ESCURIDÃO (Jo 13,30). Virá depois com tochas e lanternas; e com soldados e armas (Jo 18,3). Vem prender a LUZ, mas cai encandeado (Jo 18,6). Tem de ser a LUZ a deslumbrar-se por amor e a entregar-se a ele por amor. Neste ponto preciso, lembrar o relato do evangelho de Marcos que todos nós fugimos, abandonando a LUZ (Mc 14,50). E fugidos andaremos, e perdidos, na noite e no frio, até sermos outra vez por Ele encontrados e recolhidos.
Porém, Pedro, perdido, se acolhe a outra luz e se aquece a outra chama (Jo 18,18). E interrogado, nega ter andado com Jesus, ter alguma coisa a ver com Jesus, ter parte com Jesus. Nega mesmo conhecer Jesus (Mc 14,67-71). Assim também agimos nós muitas e muitas vezes para nos esconder de traz dos nossos interesses pessoais.
Até que o galo canta, e começa a nascer o dia para Pedro (Mc 14,72). Senhor faça o galo cantar também para mim...
Mas Jesus prossegue o seu caminho de amor até ao fim. Até à Cruz.
É lá que se revela o rosto abatido pelo sofrimento e gosto pela morte que habita nos corações perversos daqueles homens sanguinolentos, que excitam a multidão e gritam. «Salva-te a ti mesmo!» (Lc 23,35.37.39)e gritam repetidamente zombando, porque o que querem, não é que Ele se salve; o que querem mesmo é assistir ao doentio espectáculo da morte! A tanto chegou a malvadez e a loucura humana! Um ódio sem motivo, sem fundo. (Sl 35,19; 69,5; Jo 15,25). 
Os profetas, especialmente o Isaías, descrevem o Servo do Senhor no momento em que realiza Sua missão de libertar o povo dos pecados e torná-lo agradável a Deus, como um cordeiro inocente, carregado dos crimes do seu povo, e que, em silêncio, em dizer uma palavra, se deixa conduzir ao matadouro. E é de sua morte, aceita livremente, que provém a justificação “para todos”. O dramático diálogo com Pilatos mostra Jesus silencioso, enquanto a autoridade, neste momento a serviço do pecado do mundo que cega o povo, decide Sua morte e O condena.
Ele é o Justo. Ele é a Bondade absolutamente gratuita, sempre Primeira e radical, igualmente sem motivo, sem fundo. Ele ama Primeiro (1 Jo 4,19), quando éramos ainda pecadores (Rm 5,8).
 Por isso, em vez de à nossa violência oferecer mais violência, Ele acolhe-a e acolhe-nos por amor, e por amor a nós se entrega, declarando assim ultrapassados e inúteis os nossos mais requintados ódios e os nossos mais sofisticados instrumentos de crueldade (cf. Is 2,2-4; Mq 4,1-3). Ali, naquele Corpo Crucificado, morto por amor, e por amor exposto diante dos nossos olhos atônitos (Gl 3,1), morre o nosso desejo de morte e o nosso pecado é apagado pelo fogo do amor, que declara o nosso pecado completamente inútil, inutilizado, anulado e ultrapassado (cf. Cl 2,14).
 ESTÃO MORTOS NOSSOS PECADOS, NOSSO ÓDIO E NOSSO EGOISMO. É A MORTE DA PROPRIA MORTE.
Contemplamos agora o Senhor crucificado, o corpo dilacerado pelos açoites, as mãos e os pés perfurados. "Está consumado!". O amor chegou ao extremo. Mas contemplamos na face ensanguentada de Jesus também os rostos de tantas irmãs e irmãos nossos que sofrem.
O Documento de Aparecida (DAp 65) se refere explicitamente a comunidades indígenas e afro-americanas, mulheres excluídas, em razão de gênero, raça ou situação sócio-econômica, jovens que recebem uma educação de baixa qualidade e não têm oportunidades de progredir, pobres, desempregados, migrantes, deslocados, agricultores sem assistências técnicas, meninos e meninas submetidos à prostituição infantil, explorados sexualmente dentro das seus próprios lares, dependentes de drogas, as pessoas com limitações físicas, os portadores e vítimas de enfermidades graves que sofrem a solidão; os que são vítimas da violência em suas próprias casa, nas ruas...,
Só o Amor "até o fim" desvenda, a partir do coração de Deus, as causas de uma realidade estrutural que promove a morte e de projetos que destroem o lar que Deus criou para todos nós.
E a mãe de Jesus? A Mãe de Jesus, com o coração traspassado pela dor, ouve as palavras de seu filho: "Está consumado!". O Sim, dado ao anjo Gabriel, e seu "Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo tua palavra" (Lc 1,38) chegam ao ponto culminante. Também Maria pode ao pé da cruz exclamar: "Está consumado!" Em breve terá apenas um corpo imóvel e gelado em seus braços.
Era já mais ou menos a hora sexta quando o sol se apagou, e houve treva sobre a terra inteira até à hora nona, tendo desaparecido o sol. O véu do Santuário rasgou-se ao meio, e Jesus deu um forte grito: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito" Dizendo isso, expirou. O centurião, vendo o que acontecera, glorificava a Deus, dizendo: "Realmente, este homem era justo!" (Lc 23,44-47).
Agora, Jesus está morto. O centurião romano não consegue disfarçar seu assombro. Atesta a inocência do crucificado. Afirma que era "justo". O corpo é descido da cruz e sepultado. Rolam uma grande pedra para a entrada do túmulo (cf. Mt 27,60). Nas famílias judaicas acendiam-se as velas e "o sábado começava a luzir" (Lc 23,54).
No calvário, uma cruz manchada de sangue lembra a morte atroz de Jesus de Nazaré.
O letreiro redigido por Pilatos em três línguas, "em hebraico, em latim e em grego" (Jo 19,20) continua informando quem aí foi executado: "Jesus Nazareu, o rei dos judeus" (Jo 19,19). O fim definitivo? Aparentemente! Mas a história não termina aqui! "Ao raiar do primeiro dia da semana" (Mt 28,1), "Maria, a Madalena, e a outra Maria" foram ao túmulo e receberam a notícia da boa nova: "Ele não está aqui, pois ressuscitou!" (Mt 28,6)
Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará

quinta-feira, 5 de abril de 2012

DOMINGO DE RAMOS

Uma multidão de fiéis participou neste domingo (1º de abril de 2012) da Procissão de Domingo de Ramos em Uruará-Pa. O evento religioso reuniu as seis comunidades da cidade e mais a Matriz.
A caminhada teve início por volta das 08h, mas a partir das 07h os fiéis vindos em procissão de vários pontos da cidade iam se concentrando em frente à praça da bíblia de onde saiu a grande procissão em direção à Matriz aonde foi celebrada a missa pelo pároco, Pe. Jeová de Jesus Morais.
Domingo de Ramos é uma festa móvel celebrada no domingo que antecede a Páscoa. A solenidade comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, conforme relata os quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19). A celebração do Domingo de Ramos trata tanto da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, como depois recordar sua Paixão, essas duas datas estão intrinsecamente unidas. A Igreja recorda que o mesmo Jesus que foi aclamado como rei pela multidão no domingo, é crucifidado sob o pedido da mesma multidão na sexta. Assim, o Domingo de Ramos é um resumo dos acontecimentos da Semana Santa e também sua solene abertura.
O evento para nós, hoje, não significa apenas fazer uma caminhada. Ele representa o sacrifício, a aquisição da graça, a libertação, a cura dos males que nos rodeiam e das chagas que corroem a nossa sociedade.
Pe. Jeová de Jesus Morais
Pároco de Uruará

terça-feira, 20 de março de 2012

DEUS QUER A SALVAÇÃO DO HOMEM.

Deus, que «quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (I Tim. 2,4), «tendo falado outrora muitas vezes e de muitos modos aos nossos pais pelos profetas» (Hebr. 1,1), quando chegou a plenitude dos tempos, enviou o Seu Filho,
Verbo feito carne, ungido pelo Espírito Santo, a evangelizar os pobres, curar os contritos de coração (8), como médico da carne e do espírito (9), mediador entre Deus e os homens (10). A sua humanidade foi, na unidade da pessoa do Verbo, o instrumento da nossa salvação. Por isso, em Cristo «se realizou plenamente a nossa reconciliação e se nos deu a plenitude do culto divino» (11).
Esta obra da redenção dos homens e da glorificação perfeita de Deus, prefigurada pelas suas grandes obras no povo da Antiga Aliança, realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal da sua bem-aventurada Paixão, Ressurreição dos mortos, e gloriosa Ascensão, em que «morrendo destruiu a nossa morte e ressurgindo restaurou a nossa vida» (12). Foi do lado de Cristo adormecido na cruz que nasceu o sacramento admirável de toda a Igreja (SC13).
(CONSTITUIÇÃO CONCILIAR SACROSANCTUM CONCILIUM SOBRE A SAGRADA LITURGIA)
Pe. Jeová de Jesus Morais

terça-feira, 6 de março de 2012

O BOM PASTOR DÁ A SUA VIDA PELOS PELAS SUAS OVELHAS

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou a vida pelas ovelhas.
João 10.11,14-15
Estou como água derramada, e meus ossos todos se desconjuntam. Meu coração está como cera, derretendo-se dentro de mim. Minha força secou como argila, e minha língua colou-se ao maxilar. Tu me colocas na poeira da morte. Cães numerosos me rodeiam, e um bando de malfeitores me envolve, furando minhas mãos e meus pés. Posso contar todos os meus ossos. As pessoas me observam e me encaram, entre si repartem minhas vestes, e sorteiam a minha túnica. Tu, porém, Javé, não fiques longe! Força minha, vem socorrer-me depressa! Salmos 22.15-20
Mas ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes. Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites; e por suas feridas é que veio a cura para nós. Todos nós estávamos perdidos como ovelhas, cada qual se desviava pelo seu próprio caminho, e Javé fez cair sobre ele os crimes de todos nós. Foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; tal como cordeiro, ele foi levado para o matadouro; como ovelha muda diante do tosquiador, ele não abriu a boca. Foi preso, julgado injustamente; e quem se preocupou com a vida dele? Pois foi cortado da terra dos vivos e ferido de morte por causa da revolta do meu povo. A sepultura dele foi colocada junto com a dos ímpios, e seu túmulo junto com o dos ricos, embora nunca tivesse cometido injustiça e nunca a mentira estivesse em sua boca. No entanto, Javé queria esmagá-lo com o sofrimento: se ele entrega a sua vida em reparação pelos pecados, então conhecerá os seus descendentes, prolongará a sua existência e, por meio dele, o projeto de Javé triunfará. Pelas amarguras suportadas, ele verá a luz e ficará saciado. Pelo seu conhecimento, o meu servo justo devolverá a muitos a verdadeira justiça, pois carregou o crime deles. Por isso eu lhe darei multidões como propriedade, e com os poderosos repartirá o despojo: porque entregou seu pescoço à morte e foi contado entre os pecadores, ele carregou os pecados de muitos e intercedeu pelos pecadores. Isaias 53:5-12
Uma vez que os filhos têm todos em comum a carne e o sangue, Jesus também assumiu uma carne como a deles. Assim pôde, por sua própria morte, tirar o poder do diabo, que reina por meio da morte. Desse modo, Jesus libertou os homens que ficavam paralisados a vida inteira por medo da morte. Hebreus 2.14-15.
Vocês chamam Pai àquele que não faz distinção entre as pessoas, mas que julga cada um segundo as próprias obras. Portanto, comportem-se com temor durante esse tempo em que se acham fora da pátria. Pois vocês sabem que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata nem ouro, que vocês foram resgatados da vida inútil que herdaram dos seus antepassados. Vocês foram resgatados pelo precioso sangue de Cristo, como o de um cordeiro sem defeito e sem mancha. Ele era conhecido antes da fundação do mundo, mas foi manifestado no fim dos tempos por causa de vocês. Por meio dele é que vocês acreditam em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, de modo que a fé e a esperança de vocês estão em Deus. I Pedro 1.17, 20:
«Tu és digno de receber o livro e abrir seus selos,Porque foste imolado, e com teu sangue adquiriste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. Apocalipse 5,9.
Pe. Jeová de Jesus Morais


segunda-feira, 5 de março de 2012

PAI EM TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO

 Era já mais ou menos a hora sexta quando o sol se apagou, e houve treva sobre a terra inteira até à hora nona, tendo desaparecido o sol.
O véu do Santuário rasgou-se ao meio, e Jesus deu um forte grito: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito" Dizendo isso, expirou. O centurião, vendo o que acontecera, glorificava a Deus, dizendo: "Realmente, este homem era justo!" (Lc 23,44-47).
Segundo o Evangelho de São Lucas, Jesus morre recitando o versículo 6 do Salmo 30 (31):
 Pai, "em tuas mãos entrego o meu espírito"
(Lc 23,46). O versículo se completa com as palavras "tu me resgatas, Senhor, Deus fiel“. Mateus 27,50-52: E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o Espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras. E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados. No momento em que Cristo rendeu o seu Espírito, o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, estávamos libertos da lei, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. (Romanos 3.24). Agora, Jesus está morto. O centurião romano não consegue disfarçar seu assombro. Atesta a inocência do crucificado. Afirma que era "justo". O corpo é descido da cruz e sepultado. Rolam uma grande pedra para a entrada do túmulo (cf. Mt 27,60). Nas famílias judaicas acendiam-se as velas e "o sábado começava a luzir" (Lc 23,54).
No calvário, uma cruz manchada de sangue lembra a morte atroz de Jesus de Nazaré.
O letreiro redigido por Pilatos em três línguas, "em hebraico, em latim e em grego" (Jo 19,20) continua informando quem aí foi executado: "Jesus Nazareu, o rei dos judeus" (Jo 19,19).
O fim definitivo? Aparentemente! Mas a história não termina aqui! "Ao raiar do primeiro dia da semana" (Mt 28,1), "Maria, a Madalena, e a outra Maria" foram ao túmulo e receberam a notícia da boa nova: "Ele não está aqui, pois ressuscitou!" (Mt 28,6) E "elas, partindo depressa (...) correram a anunciá-lo aos seus discípulos" (Mt 28,8). São Marcos nos conta que Maria, a Madalena, "foi anunciá-lo àqueles que tinham estado em companhia dele e que estavam aflitos e choravam" (Mc 16,10). Pelo Sim de uma mulher, Maria, Deus inicia sua maravilhosa obra salvífica, enviando o seu Filho. Foi também através de uma mulher, outra Maria, a Madalena, que se inicia o anúncio pascal que atravessará os séculos e milênios. "É verdade! O Senhor ressuscitou!" (Lc 24,34). O primeiro anúncio "Ressuscitou!" coube às mulheres (Lc 24,1-10).
No dia da Ascensão, Jesus, ao despedir-se de seus discípulos e discípulas, dirige-lhes uma última mensagem: "O Espírito Santo descerá sobre vós e dele recebereis força. Sereis, então, minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra“ (At 1,8).
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15,13).
Ed: Pe. Jeová de Jesus Morais;
Testo de Dom Erwin Kräutler, Bispo de Xingu.